Problemas de uso de GPRS de baixa qualidade?

Primeiro é preciso dar uma visão sistêmica de como funciona a comunicação GPRS Universal:

  1. a) Todo início de uso de um GPRS começa com a aquisição do acessório indispensável, que é o Simcard de Telemetria (CHIP).

Todos sabem que a comunicação utilizada por um GPRS é o canal de dados da operadora. O que muitos não sabem é que dentro deste canal de comunicação existem vários perfis de gestão dentro das operadoras.

O funcionamento do nosso produto está atrelado aos serviços prestados pelas operadoras e somos obrigados a usar o modelo de negócio imposto por elas.

Desta forma, as adequações de alguns processos são lentas e muitas vezes as cobranças indevidas recaem injustamente sobre nós.

  1. b) No mercado existem duas classes de protocolo de comunicação no GPRS Universal: Protocolo TCP/IP (95% usado) e UDP/IP (5%).

Um GPRS com protocolo TCP/IP trabalha com vários túneis de comunicação (Socket) simultâneos. Para as empresas que possuem pequena quantidade de cliente o sistema funciona bem, porém para empresas de monitoramento com um volume maior de clientes é necessário ter mais servidores, com as suas devidas redundâncias para conseguir manter o sistema funcionando, além de uma rede de informática profissional e um link maior de internet.

Cada GPRS TCP/IP precisa estar dentro de um túnel com serviço suficiente que consiga manter as conexões simultâneas em ambos os lados.

É entendido por muitos que a diferença do protocolo TCP/IP é melhor, pois existem as confirmações dos pacotes enviados, enquanto no Protocolo UDP não existe a confirmação.

Esta informação dentro do mundo da informática está correta, mas dentro do universo da segurança eletrônica é preciso encontrar uma forma de utilizar o protocolo UDP e ter as confirmações necessárias da entrega destes pacotes.

Sendo assim o módulo GPRS UDP/IP se registra na rede das operadoras através das ERB (antenas), entrega o pacote ao servidor, libera o canal de comunicação, fica conectado na ERB da operadora, com isso, o servidor utiliza um caminho de volta para a entrega da confirmação do recebimento deste evento e só então confirma para a central de alarme. (ACK= Kissoff alarme).

Não tem a necessidade do túnel, deixando o canal de internet com menos trafego e o servidor com menos processamento.

Um GPRS precisa em média de apenas 300kb mensal em nossa solução de comunicação para o envio de sua comunicação.

Será que somente escolhendo o equipamento com protocolo UDP para GPRS resolve os problemas atuais?

Infelizmente ainda não, há muitos outros problemas dentro desta estrada de comunicação das operadoras que impedem um bom desempenho de nosso produto GPRS.

Uma vez resolvido o protocolo de comunicação que iremos usar, ainda será preciso colocar inteligência dentro do GPRS para que possa, sem a necessidade de deslocação do usuário, resolver os problemas encontrados dentro do comportamento das redes das operadoras.

E quais são os possíveis comportamentos dentro desta rede?

Dentro das operadoras existem canais de comunicação que são servidores dedicados as seguintes tecnologias: canal de voz, canal de dados, canal SMS etc.

No canal de dados há diversos perfis de operação: (A, B, C, D), rastreamento, máquina de cartão etc. Cada perfil atuando de forma e custos diferentes dentro da operadora.

As operadoras possuem estrategicamente diversas ERB (antenas) com um X de capacidade de comunicações. E quando uma determinada área sobrecarrega esta ERB, algumas ações são realizadas pela operadora para tirar esta sobrecarga.

Um das ações é derrubar as comunicações para que os servidores possam novamente recomeçar a entregar novos IP aos dispositivos da região.

Isto pode ocorrer várias vezes durante o dia, sendo assim, o GPRS precisa de inteligência para percebe-lo, como se fosse que o IP em que ele se encontra está desconectado do servidor e é necessário se reiniciar, solicitando novo registro dentro da rede.

Além disto, o GPRS precisa enxergar as antenas mais próximas de si e ter a inteligência de escolher a que tem melhor sinal e se está sobrecarregada para usar a outra como back-up.

Ainda existem muitos outros itens dentro do comportamento da rede, por exemplo:

  1. A falta de entrega de IP no local: o GPRS tenta diversas vezes e não consegue se registrar na ERB  e no histórico do GPRS (memória) registra que sempre possui dificuldade de receber IP. Com esta informação conseguimos dizer as operadoras qual é o problema na região e solicitar a solução do problema.
  2. A lentidão da rede, ou seja, muitos dispositivos conectados simultaneamente. O GPRS precisa da inteligência de saber que se a estrada permite andar na velocidade 80 Km, não adianta tentar andar a 200 Km que não vou chegar a lugar nenhum. Tenho que ter a inteligência de andar junto com o tráfego para chegar ao meu objetivo, que é entregar a comunicação mesmo que isso demore vários segundos a mais.
  3. Na falta do canal de GPRS (2G) escolher outros canais, por exemplo 3G, sms, etc.

Lista prática de problemas GPRS de baixa qualidade

  1. a) O custo mais alto para a empresa é: a falta de credibilidade denigre a imagem da empresa perante ao consumidor final
  2. b) O vendedor não tem confiança e não se esforça em vender o sistema
  3. c) O operador não dá mais bola para o sistema devido a constantes falhas
  4. d) O Técnico perde credibilidade e a empresa sempre questiona se a instalação está sendo realizada corretamente.
  5. d) O gestor não sabe informar a diretoria se o problema está no GPRS ou no Chip?
  6. e) O financeiro tem poucos argumentos para contestar os custos excedentes nas operadoras
  7. f) A empresa para minimizar custos de manutenções necessita de uma pessoa interna testando comunicações com chip, antes de enviar para as obras.
  8. g) RETRABALHO: conforme o volume de clientes com GPRS, a empresa destina uma equipe diária para se deslocar e realizar visitas técnicas para averiguação local das constantes falhas de comunicações.
  9. h) LUCRO ILUSÓRIO: a empresa acha que está lucrando na compra de um produto e serviço mais baixo, enxergando apenas o custo inicial da implantação e não avalia os custos de pós-instalação do sistema.

Exemplo: uma empresa que possui 1.000 GPRS instalados e que destes, 300 dão problemas a cada três meses, qual é o meu custo com manutenções?

Exemplo:

Para uma empresa que tem realizar 2 atendimentos por dia, enviando técnicos para realizar manutenção em GPRS. Quanto isso custa para empresa?

Visita técnica = R$ 80,00. A empresa tem custo com carro e com o técnico.

No mês totalizam 40 visitas, o impacto é de R$ 3.200,00 por mês.

Se hoje eu tenho 300 GPRS que ocasionam uma vista a cada três meses, isto me gera um custo trimestral de 300 x R$ 80,00 = R$ 24.000,00, ou seja, R$ 96.000,00 por ano. Quem paga esse prejuízo?